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Bom Filho

Bom Filho

06 de Abril, 2021

A prevenção da Covid-19 na teoria e na prática

37.º episódio de «Perspectivas em saúde», na Sinal TV [visitar]

Veja este artigo em vídeo:

Ou leia o texto:

Olá!

Dezassete dias depois de eu ter explicado os motivos pelos quais o encerramento das escolas nãera uma necessidade imediata no controlo da transmissão da Covid-19 [visitar], o Governo decidiu encerrá-las por quinze dias. Apenas se aceita esta medida, porque o Governo clarificou que os dias perdidos agora serão compensados nas férias, não havendo, portanto, uma perda líquida de tempo de ensino e aprendizagem [ver fonte].

Isso é absolutamente fundamental, pois, caso contrário, estaríamos perante uma medida com custos sociais enormes e um ganho apenas marginal em termos de saúde, ou seja, uma análise custo-benefício extremamente negativa [ver fonte]Assim, conseguimos esse ganho, por pequeno que seja, sem comprometer o futuro doalunos. Menos mal.

Quando as escolas reabrirem, as palavras-chave continuarãa ser as mesmas: lavagem das mãos, máscara e distanciamento. Aliásestas sãas palavras-chave de todo o combate à pandemia de Covid-19, mais até do que as vacinas, e vão continuar a ser durante mais algum tempo.

Mas como é que se consegue manter o distanciamento dentro duma sala de aula e como é que se faz o arejamento e a renovação do ar, com temperaturas tão baixas? Não sei. E não sei porquê? Porque isso varia de escola para escola e qualquer recomendação geral que eu possa fazer aqui vai inevitavelmente fazer sentido nalguns sítios, mas noutros vai ser tão obtusa como a compota no vão da escada [visitar]

É por isso que cada escola elabora o seu plano de contingência. Ninguém melhor do que as escolas para perceber de que forma podem adaptar as recomendações gerais de prevenção da transmissão da Covid-19 à sua realidade particular. Esse plano de contingência é elaborado pela escola, mas é revisto pela Unidade de Saúde Pública, de modo a verificar se as medidas propostas vãefectivamente aencontro das necessidades de prevenção, e são feitas sugestões de melhoria. Além disso, o plano vai sendo revisto ao longo do tempo, se são identificadas falhas, e o seu cumprimento também é verificado, através de visitas às escolas.

Mas também temos de ter noção de que não se fazem milagres. Os planos de contingência e todas as medidas recomendadas pela Direcção-Geral da Saúde reduzem o risco, não o eliminam. Portanto, achar que vamos mandar os filhos para a escola e eles vêm de lá sem Covid-19 é uma ilusão. Da mesma forma que é uma ilusãachar que nós vamos trabalhar e vimos de lá sem Covid-19, ou que vamos fazer qualquer outra actividade da nossa vida diária e estamos isentos de apanhar Covid-19.

Porém, sabemos — e isso é um facto indesmentível, não é só uma opinião — que não tem sido nas escolas que tem ocorrido a maioria dos contágios. Portanto, dentro da insegurançaa escola é dos sítios mais seguros onde se pode estar.

Qualquer pessoa pode ter Covid-19. Mas há acções que aumentam a probabilidade disso acontecer e há acções que a reduzem. Cabe a cada um, seja na escola, seja fora dela, conhecer as recomendações gerais e encontrar a melhor forma de as cumprir no seu dia-a-dia, sabendo que isto não é o ideal, que ninguém disse que ia ser fácil e que, mesmo cumprindo tudo à risca, ninguéestá isento de, mesmo assim, ficar doente.

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