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Bom Filho

Bom Filho

02 de Novembro, 2021

O fogão e o frigorífico afectam a sua saúde

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Olá!

Da última vez, falei sobre frigideiras e ácido perfluorooctanóico [ver mais]. Parece-me que nada mais apropriado, do que falar hoje do fogão; portanto, vamos a isso!

Quase metade da população mundial cozinha os alimentos usando fogueiras a lenha, carvão vegetal ou carvão mineral. Tirando a parte do carvão, não são estas fogueiras muito diferentes do que os nossos antepassados usavam nas suas cavernas…

Os fogões a lenha tradicionais são também bastante antigos; a patente do modelo mais antigo conhecido data de 1557, em Estrasburgo. Hoje em dia, são principalmente usados por mulheres e crianças nos países em desenvolvimento e, tal como as fogueiras, expõem as pessoas a fumos com altas concentrações de poluentes.

O problema dos fogões e das fogueiras como método de cozinhar os alimentos é esse mesmo: o fumo que libertam. A Organização Mundial da Saúde estima que morram prematuramente, por ano, 4,3 milhões de pessoas, por causa de doenças relacionadas com a poluição do ar das suas habitações, poluição essa que é causada, em grande parte, pelos fogões e pelas fogueiras usados para cozinhar. As mulheres grávidas que respiram os fumos tóxicos têm maior probabilidade de terem bebés com baixo peso ao nascer. O fumo dos fogões a lenha também causa asma na infância, facilita a aquisição de pneumonias e aumenta o risco de cancro e outras doenças dos pulmões.

Portanto, a substituição das fogueiras e dos fogões a lenha por fogões modernos, mais limpos, amigos do ambiente e seguros, ajuda a salvar vidas.

Mas não é só o fogão que pode salver vidas. Na cozinha, é importante ter uma forma adequada de conservar os alimentos, por causa das doenças que estes, se mal acondicionados, podem causar nas pessoas.

Até ao início do século XX, a comida contaminada provocava muitas infecções e intoxicações de origem alimentar, incluindo febre tifóide, botulismo e até mesmo escarlatina. Estas doenças estão relacionadas com a falta de refrigeração, a qual pode reduzir a proliferação de agentes causadores de infecções e intoxicações, tais como a Salmonella, o Clostridium, e os Staphylococcus. Antes do advento dos frigoríficos domésticos e dos congeladores industriais, as pessoas armazenavam a comida em blocos de gelo ou, se o tempo estivesse frio, enterravam-na no quintal ou deixavam-na num parapeito da janela. Outros métodos havia, tais como a salga e o fumeiro, mas, hoje em dia, quase todas as habitações têm um frigorífico e algumas até têm dois, ou uma arca congeladora. Em parte graças a estes electrodomésticos, o número de casos de infecções e intoxicações alimentares baixou significativamente nos últimos cem anos.

Portanto, graças à tecnologia, podemos hoje em dia armazenar os nossos alimentos e cozinhá-los em segurança, prevenindo assim muitas doenças do aparelho digestivo e não só.

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