Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Bom Filho

Bom Filho

12 de Abril, 2021

Uma vez terminados os prioritários, quem é vacinado primeiro?

42.º episódio de «Perspectivas em saúde», na Sinal TV [visitar]

Veja este artigo em vídeo:

Ou leia o texto:

Olá!

Na campanha de vacinação contra a Covid-19, uma vez terminados os prioritários, quem é vacinado primeiro?

Os peritos de saúde pública que estabelecem os critérios de prioridade fazem-no com base nos resultados dos estudos que levaram à aprovação das vacinas, dado que há grupos populacionais sobre os quais há conhecimento e há aqueles que ainda não foram estudados [ver mais]; há diferentes graus de eficácia consoente o grupo populacional (seja por faixa etária, sexo, raça, etc.; aliás, isto tem sido até bastante falado, por causa das alegações quanto à eficácia da vacina da AstraZeneca nos idosos [ver fonte]); e há efeitos secundários de cada vacina que podem constituir contraindicações à sua administração a certas pessoas.

Para além do conhecimento intrínseco sobre as vacinas, os peritos levam também em conta quatro princípios éticos: a maximização do benefício e a minimização do risco, a redução das desigualdades em saúde, a promoção da justiça e a promoção da transparência.

Com estes objectivos em mente, começou-se por vacinar os profissionais de saúde, os residentes e os trabalhadores dos lares de idosos e das unidades de cuidados continuados, os militares e os operacionais das forças de segurança, dos bombeiros e da protecção civil; e, logo depois, as pessoas que, por força da idade ou de terem uma doença crónica grave, corriam maior risco de complicações, se apanhassem Covid-19 [ver fonte].

Uma vez vacinados estes, vamos descendo a escala da idade e vamos descendo a gravidade das doenças. Começámos pelos doentes do coração, dos rins e dos pulmões; depois, vamos para os diabéticos, os obesos e os hipertensos [ver fonte]. Entretanto, foram acrescentados os trabalhadores das escolas e as pessoas com trissomia 21, que não faziam parte do plano original [ver fonte].

Falta a terceira fase, que engloba o resto da população. Nesta fase, não estão definidos critérios de prioridade específicos, uma vez que se prevê que o número de vacinas disponíveis venha a ser suficiente para rapidamente vacinar toda a gente e, portanto, não seja preciso definir mais grupos prioritários. Se não for o caso, ou seja, se as vacinas não chegarem ao ritmo previsto, então haverá que pensar quem queremos vacinar primeiro. Em última instância, a Ordem dos Médicos sugeriu a idade como critério único [ver fonte], o que acaba por fazer algum sentido, pois este é um importante determinante do risco de complicações e morte. Além disso, a idade está também associada ao aparecimento de doenças crónicas e mesmo ao risco de contágio.

Gostaste? Partilha e deixa quem gostas gostar também!